terça-feira, 20 de setembro de 2016

VI Concerto da Temporada Ouro Verde será nesse domingo

No último domingo do mês a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (OSUEL) promove o Concerto da Temporada Ouro Verde 


   Neste domingo, dia 25, a OSUEL realizará no Cine Com-Tour/UEL, sob a regência do Maestro Alessandro Sangiorgi, o 6ºConcerto da Temporada Ouro Verde 2016.
   O concerto, que inicia às 10h30, contará com a Abertura em Si bemol Maior do compositor Franz Schubert, escrita há exatos 200 anos como abertura para a Cantata D. 472. A segunda obra do programa será a inusitada Sinfonia nº 45 de Haydn, que nos dias atuais é também intitulada de "Sinfonia da       Despedida". Haydn compôs esta sinfonia com o intuito de ajudar os músicos que estavam à disposição do Príncipe Esterházy na temporada de verão de 1772 a realizar uma espécie de protesto. Os músicos estavam trabalhando há meses no Castelo da Hungria e desejavam voltar aos seus familiares em Viena. Inusitada, pois os músicos simplesmente deixam o palco durante o transcorrer da obra.
   Na sequência, o programa prossegue com obras do século XX, onde a seção de cordas da OSUEL executará a famosa Ária da "Bachianas Brasileiras" nº 5 de Villa-Lobos (inspirada nas serestas e originalmente escrita para soprano e orquestra de violoncelos em 1938) e também a obra "Simple Symphony" do compositor britânico Benjamin Britten.
  
Serviço:
Concerto da Orquestra Sinfônica da UEL - Temporada Ouro Verde
Dia 25/09, domingo
Horário: 10h30min
Local: Cine Com-Tour/UEL
Entrada Gratuita

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Divisão de Artes Cênicas oferece curso sobre iluminação, som e cenografia

O curso é uma ótima forma de aperfeiçoar os alunos do curso de Artes Cênicas da UEL



A Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura abre inscrições para o Curso preparatório para técnica em luz, som e cenografia. O curso será ministrado por Borracha Souza e dividido em quatro módulos com duração de 12 meses. As aulas serão nas segundas-feiras das 19h às 22h, na Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura.
No primeiro módulo o tema será espaço cênico e arquitetura; no segundo módulo, desenho técnico, semiótica e eletricidade básica; no terceiro o estudo se voltará para iluminação e som; e por fim, no quarto módulo, serão estudados a logística e a produção técnica.
O inicio do curso está previsto para o dia 3 de outubro e o custo mensal será de R$50,00. Para mais informações os interessados podem enviar e-mail para tecnicaoficina16@gmail.com.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Crítica do filme "Laurence Anyways"

por Luiz Santiago


Das coisas que estigmatizaram Xavier Dolan, é possível dizer que o uso exagerado de elementos da direção de arte, uso de câmera despreocupado e certa irresponsabilidade ao trabalhar os elementos narrativos de seus roteiros são os itens mais lembrados. O jovem diretor canadense estreou nos cinemas em 2009, com Eu Matei a Minha Mãe, filme vencedor de prêmios no Festival de Cannes, Toronto, Vancouver, dentre outros. Em seguida veio Amores Imaginários (2010), filme fraco, que também chamou a atenção da crítica, mas já dava algumas alcunhas pouco louváveis a Dolan, especialmente por sua tendência de condução pueril de cenas, uma denominação afirmada por uns e refutada por outros.
Como que almejando guinar a sua percepção artística e aprimorar seu estilo, Xavier Dolan decidiu aumentar o tempo de produção entre um filme e outro e, dois anos depois de Amores Imaginários apareceu ele com Laurence Anyways (2012), um filme que conserva muito pouco daquele diretor iniciante e despreocupado e mostra a cara nova de um tema praticamente novo em sua carreira, uma verdadeira metamorfose.
Acumulando algumas tarefas na equipe de produção (além de roteiro e direção), Dolan nos conta a história do professor Laurence Alia, um profissional de sucesso de quem acompanhamos uma década de vida, tempo suficiente para o aflorar definitivo de sua transsexualidade e da estranheza com que o mundo recebe essa atitude. Considerado doente, Alia é convidado a se afastar de seu cargo na Universidade e passa a lutar para conseguir um lugar ao sol como escritor. O problema é ainda mais complexo porque sua  orientação sexual é hetero, o que adiciona uma profunda dose de questionamentos e aberturas para discussão diversas ao roteiro.
Ao passo que essa transformação acontece, vemos um amadurecimento (ou seria o aparecimento da amargura?) de Alia e sua namorada Fred Belair. O casal é inicialmente mostrado como uma dupla de adolescentes crescidos que vivem uma espécie de conto de fadas particular, uma relação cheia de jogos amorosos, todos eles filmados com um estilo levemente distinto, com câmera inquieta, sob ângulos oblíquos e músicas icônicas de Kim Carnes, The Cure, Celine Dion, Duran Duran, Brahms, Beethoven e Vivaldi. No mote realista de que “toda mudança traz consequências“, Dolan deixa claro que não se trata de uma simples mudança, mas de uma revolução completa, o que intensifica ainda mais os novos rumos dados às vidas dos protagonistas.
É claro que alguns maneirismos aparecem e eu devo dizer que durante a projeção fiquei profundamente incomodado com algumas opções narrativas e mesmo temáticas do diretor, mas a despeito das partes menos inspiradas e do estilo às vezes barroco demais, percebo uma unidade temática e estética tão grande no filme que é impossível classificá-lo como algo menor do que muito bom. O desfecho, que para alguns pareceu explicativo e desnecessário, adiciona um ponto narrativo fixo e emotivo à história, ligando os pontos, demarcando um ciclo. O mesmo acontece para o uso das incríveis metáforas visuais temáticas ou literárias, além das frequentes tiradas inteligentes como a do garotinho sendo atingido pelo Cupido e a piscadela do protagonista, algo que marca a sua personalidade intacta, a despeito de seu exterior diferente.
Laurence Anyways aponta um caminho distinto para a carreira de Xavier Dolan e mostra que o jovem começa a ganhar maturidade. Poderíamos passar linhas e linhas falando das nuances fotográficas, da simbólica direção de arte e inspirados figurinos; mas esses elementos já são bastante conhecidos dos outros filmes do diretor e, no caso desta nova obra, pouco adianta a exploração textual de tais elementos, uma vez que pouco sentido faria. É preciso assistir ao filme para poder senti-las, ouvi-las e entendê-las em sua completude. Laurence Anyways é um daqueles exemplos de filmes-sentimento, obras que conseguem captar a alma ou a aura de um determinado grupo de pessoas ou de algum lugar. É claro que a marcação de “ame ou odeie” ao filme é imediata, mas tanto para um quanto para outro caso, haverá muitos e bons motivos que justifique a escolha final.
Laurence Anyways (Canadá, França, 2012)
Direção:
 Xavier Dolan
Roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Melvil Poupaud, Emmanuel Schwartz, Suzanne Clément, Nathalie Baye, Monia Chokri, Susan Almgren, Yves Jacques, Sophie Faucher, Magalie Lépine Blondeau, Catherine Bégin
Duração: 168 min.
SERVIÇO
Cine Com- Tour (Avenida Tiradentes, 1241 - Londrina)
Sessões: às 16h e às 20h30min
Ingressos: R$12 e R$ 6 (meia)

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Cine Com-Tour traz discussão de gênero nas próximas sessões com o filme “Laurence Anyways”

A Casa de Cultura e Divisão de Cinema e Vídeo da Universidade Estadual de Londrina exibem a partir de amanhã “Laurence Anyways”. O filme ficará em exibição do dia 15 de Setembro até o dia 28.

SINOPSE E DETALHES
Laurence (Melvil Poupaud) é um homem que deseja se tornar uma mulher. Em seu aniversário de 30 anos, ele revela para sua namorada Fred (Suzanne Clément) que irá fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Mesmo abalada com a revelação, a namorada resolve permanecer ao lado da pessoa que ama, que sofrerá bastante com a nova situação, tendo que lidar com preconceitos de familiares, amigos e colegas de trabalho. Contra tudo, eles tentarão provar que o amor deles pode superar todas as situações.
Serviço
Cine Com- Tour (Avenida Tiradentes, 1241 - Londrina)
Sessões: às 16h e às 20h30min
Ingressos: R$12 e R$ 6 (meia)

Coral H.U. em Canto é convidado para Encontro em Natal (RN)

O Encontro é um dos mais tradicionais do país e será realizado mês que vem

Coral H.U. em Canto

Coral H.U em Canto está entre os grupos vocais brasileiros convidados para participar do 22º Encontro Nacional de Coros de Natal (ENCONAT) no Rio Grande do Norte. O convite chegou, no mês de julho, através da Divisão de Música da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na qual o Coro está vinculado.
O Coral H.U em Canto do Hospital Universitário da UEL foi criado em junho de 1999, em parceria com a Casa da Cultura. Tem como objetivos aliviar o estresse de seus participantes, promovendo a integração, por meio do desenvolvimento musical, artístico e cultural, e ainda contribui para a humanização, inserindo a música no ambiente hospitalar proporcionando bem estar aos pacientes e equipe de saúde. Com suas atividades paralisadas desde 2010, o Coral foi reestruturado em agosto de 2015 e atualmente conta 25 cantores, todos servidores do Hospital Universitário. O grupo desenvolve um repertório baseado na música brasileira e se apresenta regularmente nas dependências do hospital, seguindo um cronograma mensal.
Tendo como regente o Instrumentista musical Edvaldo Sousa, o grupo desde então se prepara para bem representar a UEL em terras potiguares.
O ENCONAT para o qual o H.U em Canto foi convidado, acontecerá de 14 a 19 de novembro no teatro do Centro Municipal de Referência em Educação (CEMURE) e em espaços alternativos da cidade. Organizado pela Secretaria de Educação da Prefeitura da Cidade de Natal, é um dos Encontros de Corais mais tradicionais do Brasil.

Candidatos e candidatas à prefeitura participarão de debate para apresentarem propostas para a área cultural de Londrina


           O Conselho Municipal de Política Cultural e a Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina (UEL) promovem nessa sexta (16) um debate para conhecer as propostas para política pública de cultura dos próximos quatro anos. O evento será realizado no Teatro Zaqueu de Melo, às 19 horas com final marcado para as 21h15min.
O encontro terá duas etapas e o público também poderá questionar os candidatos exclusivamente sobre temas relacionados a cultura. As perguntas da plateia deverão ser entregues até o encerramento da primeira etapa que será para exposição do plano de governo dos candidatos e candidatas com foco nas propostas para o assunto.
A segunda etapa começa com uma pergunta feita pelo Conselho Municipal de Política Cultural e uma feita pela Casa de Cultura destinada a todos os participantes. Posteriormente, as perguntas feitas pelo público serão sorteadas.  
Entre os temas elencados pelo Conselho Municipal de Política Cultural e pela Casa de Cultura da UEL estão o compromisso com o Sistema Nacional de Cultura e seus elementos implantados em Londrina, a estruturação da Secretaria Municipal de Cultura, o fortalecimento da política pública de fomento à cultura, o compromisso com a construção do Teatro Municipal de Londrina, e a busca de parcerias nas instâncias estadual e federal para aquisição de novos espaços para apresentações culturais na cidade.
Ao final será solicitada a assinatura em termo de compromisso com o Sistema e Plano Municipais de Cultura e a garantia da continuidade da política pública de cultura. 
           
Funcionamento
Primeira etapa – Exposição do plano de governo do candidato ou candidata, com foco nas propostas para a cultura.
            Cada candidato (a) terá direito a cinco minutos para sua exposição. Caso esse tempo não seja suficiente, será permitido mais um minuto de acréscimo para a finalização. Os expositores serão avisados para a conclusão da fala, através de sinal, aos quatro minutos.
Segunda etapa – Questões dos organizadores e da comunidade participante do debate
            Ambos organizadores farão uma pergunta para todos os candidatos (as). E as perguntas sorteadas da plateia serão respondidas. A ordem para resposta das questões será feita por meio de um sorteio. Cada expositor terá dois minutos para responder e serão avisados para a conclusão da fala, através de sinal, a 30 segundos de seu término.

Regras gerais
1.    O direito de resposta será garantido ao candidato/candidata que for citado/a de forma desrespeitosa ou falsa. A deliberação para a concessão do direito de resposta será feita pela comissão organizadora do debate;
2.    Candidato/ Candidata não fará perguntas aos outros candidatos;
3.    O tempo estipulado para as participações deverá ser observado por todas as pessoas que fizerem uso da palavra, após completar-se o tempo estipulado o microfone será silenciado.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Atividades formativas fizeram parte do Festival Internacional de Londrina

Os bate-papos foram gratuitos e atraíram o público jovem
De qual FILO você gosta mais, do FILO que traz peças que divertem e entretém, traz drama e provoca os espectadores ou aquele das atrações musicais? Não podemos esquecer do FILO que ensina.
Durante 17 dias o Festival permitiu o encontro de atores e de equipes de produção com o público para bate-papos, oficinas e uma palestra-espetáculo. No total, 15 atividades formativas atraíram estudantes de cênicas e adoradores da arte para saírem da platéia e conhecerem outras facetas do teatro.
Os bate-papos eram gratuitos, neles os artistas contaram suas trajetórias profissionais incluindo as dificuldades e as delícias de estar no palco. Para Débora Adassa, 18 anos, estudante do primeiro ano do curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), os bate-papos são uma fonte de conhecimento para quem estuda a área. Ela ressalta a importância dessas conversas quando o assunto é produção, um assunto pouco aprofundado nas salas de aula.

À direita Alexandre Guimarães,
 ator do espetáculo "O Açougueiro"
            Além de suprir uma falta que existe na universidade esses bate-papos inspiraram também aqueles que não estão no meio acadêmico. Tonny Timm, 19 anos, é malabarista e está participando da ocupação do prédio da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (Ules) com o Movimento dos Artistas de Rua de Londrina (MARL). Para ele ouvir nessas conversas nomes de mestres pode ajudá-lo a pesquisar mais sobre a parte teórica da arte de ser palhaço.
Renata Ohofugi, 19 anos, também aluna do curso de Artes Cênicas na Universidade Estadual de Londrina, disse “para quem faz artes cênicas é muito bom, para gente entender um pouco do mercado de trabalho”. Nos bate-papos todos podiam perguntar sobre o assunto que tinham mais dúvida, desde como um palhaço deve lidar com crianças até como montar um projeto para vender o espetáculo.
Alexandre Guimarães, 36 anos, é ator do espetáculo “O Açougueiro”, ministrou a oficina “O Corpo do ator e sua arte ritualística” e um bate-papo, ele afirmou “ a vivência de mercado você tem quando há esses diálogos com quem já está na frente, quem já está experimentando o fazer teatral do dia-a-dia. Então é muito rica a troca. Essa questão da universidade estar aberta a comunidade é fundamental para a construção de um bom profissional”.
Além das atividades formativas, o Festival levou ao público 33 espetáculos e 7 atrações musicais, atraindo 23 mil espectadores.

*As imagens são da Assessoria do FILO